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bocadinhosdevida

Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

bocadinhosdevida

Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

1988

AlFernandes, 09.06.20

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Aqui estava num dos estúdios da RR (1). Esta foto deve ter sido tirada a um domingo no noticiário das 13 horas, depois da onda marítima e "porlongamento". Nesta imagem não há computadores, leitores de cd's nem nada equivalente. Era tudo analógico. Desde gira-discos, fax - que não se vê -, sem contar com o leitor de K7's duplo- que tambem não se vê-, que nos permitia editar as gravações das entrevistas com o auxílio do técnico de som- que tinha de ter um método cirúrgico no corte da edição. Ao fim de semana ainda tinha de  atualizar  o desporto. Havia noticiários que chegavam a durar mais de 15mn. Tinha que haver muita ginástica respiratória e vocal.

Ao ler, tinha que agarrar e virar as folhas, e quando havia um "registo de som" a entrar, tinha que ser tipo polvo: agarrar e mudar de folha, dar ordem de início e fim de RM, sem nunca perder o nexo do texto, não fosse o técnico de som peder-se. Do lado técnico a ginástica não era diferente. Era dedos e cérebro a trabalhar ao mesmo tempo, enquanto dos dois lados, se tentava manter uma comunicação quase a adivinhar o que o outro nos queria dizer. Nos diretos a comunicação com o técnico era quase como se fosse telepatia.

Tinha que haver horas e horas de trabalho em conjunto, para sair bem, quase sem "artifícios".

Agora é mais fácil. Ou não.

Para quem gosta de comunicar é igual.

Até.