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bocadinhosdevida

Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

bocadinhosdevida

Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

Coscovidiçes

AlFernandes, 30.05.20

Sábado finalmente!

E lá fui eu até às praças toda contente, preparada para levar peixe e legumes frescos para casa. Depressa desisti da ideia, tal era a fila para entrar. Existe um limite de pessoas que podem circular lá dentro. E, muito bem, o controle é feito criteriosamente. O mesmo não acontece com os cafés, cafézinhos e cafézitos nas imediações. É literalmente, todos em monte, sem máscara, e fé em Deus.

Decidi fazer as compras noutro sítio. Mas estava quase tudo igual. Lá entrei no Pingo Doçe e fui abastecer-me de algumas coisas de que precisava. Quando estava no corredor dos produtos de higiene, havia uma fila para a caixa e as pessoas conversavam. Ouvi um senhor a falar um pouco mais alto, e estava muito indignado pela falta de civismo de grande parte das pessoas em cumprir as regras de etiqueta respiratória. Pormenor: o senhor tirava a máscara da boca para falar. Claro que não fiquei calada e disse-lhe que se falasse com a máscara era ouvido na mesma. Nem olhei para trás para ver a reação e nem me importei com isso. O certo é que não o ouvi mais.

E é assim. Toda a gente critica os outros, sem olhar primeiro e com sentido crítico para o que faz. Não sou nenhuma santinha e, como todos também cometo erros. Mas neste caso tenho o máximo de cuidado. Pela minha famíla e também pelos outros.

Temos imensa sorte por estarmos neste recanto do Algarve e, por até agora a situação estar aparentemente controlada. Vamos ver até quando. É que se os que vêm para cá de férias forem como o senhor da fila do supermercado, estamos bem tramados.

"Pelo pecador paga o justo". E não o contrário.

Agora, vou beber uma fresquinha porque está o calor em monte.

Até.  

 

PFFF!

AlFernandes, 26.05.20

E foi um ar que se lhe deu. Falo do desconfinamento hoje. Na realidade fico ainda com a ideia de que é um "desconfiamento", pelo menos para mim.

Para não falar do absurdo que foi o fim de semana que passou, que levou imensas pessoas a vir apilhadas nos barcos que ligam as ilhas a Olhão, falo do que se passa em plena cidade. Em merceerias, mini, super e hipermercados, quase ninguém respeita as regras. A grande maioria das esplanadas não respeita as regras, nem quem circula na via pública.

Será que há assim tanta gente que defende a imunidade de gupo? Se essas pessoas têm acesso à net, porque não vão a um sítio fidedigno e íntegro - como a LUSA -, ler as notícias, em vez de digerir toda a informação de meios de comunicação que não têm isso como prioridade, como o facebook e equivalentes? Ou pior, aquela TV que noticiou que os mortos estavam em fuga...

O meu grau académico não é nada de especial mas, sei onde ir buscar informação. E certamente o face não é a minha fonte.

Leiam pelo menos o que sai no sapo notícias. Mas leiam com o cuidado de interpretar tudo. Isto é, leiam devagar para poderem pensar e processar a informação. Com estas medidas pensam com a vossa cabeça e não com a dos outros.

Não estou a puxar a brasa à minha sardinha, porque prevenir é neste momento a minha máxima, mas ao bom senso e ao dizer NÂO a "fake news".

Este texto fez-me sede. Vou fazer um sumo com laranjinhas da Lizete. Até!

O telefonema

AlFernandes, 24.05.20

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Hoje recebi um telefonema. Nada estranho tendo em conta que tenho telefone. O conteúdo do telefonema e quem telefonou é que o tornou, atrevo-me a dizer, estranho. São poucos os telefonemas que recebo e quase sempre das mesmas pessoas. Quando vejo um número diferente do habitual penso logo: será que se enganaram? Tocaram um nome acima ou abaixo da lista? Mas desta vez não houve desculpas esfarrapadas. Era mesmo para mim. A pessoa em questão não me telefonava há muito, mas mesmo muito tempo. Espantada, lá atendi. Do outro lado estava uma voz trémula e triste. Depois dos cumprimentos a voz foi direita ao assunto e disse-me que fui a única pessoa que se lembrou para fazer a pergunta: "como é que tu e ele estão juntos há tanto tempo?". Respondi com uma pergunta: "porquê?". A resposta tardou uns segundos, mas depois lá veio o desabafo, e entre outras coisas ouvi: "...quase não falamos, quase não nos tocamos nem nos olhamos..." . Fiquei sem resposta. A única coisa de que me lembrei foi de lhe dizer para falar com um psicólogo ou com a melhor amiga, porque não tenho competências para ajudar, por muito que quisesse. O telefonema ficou por aqui.

Acho que todas as relações têm altos e baixos, e a do telefonema estava claramente num baixo. Por experiência própria, creio que apenas as pessoas da relação podem encontrar a resposta e a solução porque só elas podem identificar o que as está a bloquear. E há coisas que dificilmente se resolvem com a "intervenção" de terceiros. Recebi um obrigada e até depois. Sei que quase de certeza que o depois não vai haver.

Fiquei triste também por não poder ajudar. Mas pelo menos atendi o telefone e escutei. Já estive, e quem sabe, poderei voltar a estar, nessa situção. Se telefonei a alguém? Talvez. E talvez ninguém tenha sequer querido ouvido o que tinha para dizer.

As relações interpessoais são complexas e entre casais mais ainda. Quando um dos elementos é mais comunicativo que o outro, o mais comunicativo acaba a falar sózinho. Faz as perguntas, dá as respostas e ainda encontra a "solução", se bem que muitas vezes não seja a mais adequada.

Quem vive uma relação há muito tempo sabe disso. E para não haver desistências tem que haver cedências. Há que alimentar a relação porque, mal comparado, é como um animal de estimação. Temos que a alimentar, dar carinho, faze-la sentir que é importante entre outras coisas para que não morra.

O meu avô materno amava tanto a minha avó que, seis meses depois de ela ter falecido ele não aguentou. Posso dizer que morreu de desgosto. Mas tinha os filhos criados, os netos encaminhados e mais ninguém para se preocupar. Só se casaram depois dos cinco filhos nascerem, e todos eles foram ao casamento. O casamento pouco durou, mas o amor que os uniu foi de sempre para sempre.

E agora, de lágrimas nos olhos vou...até!

 

???

AlFernandes, 23.05.20

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Era uma vez um ponto de interrogação. E sabes o que interrogava? Nada. Apenas questionava tudo.

Como achava que com companhia questionaria melhor, convidou mais dois amigos pontos de interrogação. Mas não chegava. Tinha que ser mais abrangente porque queria questionar tudo.

Então, convidou os seus três amigos pontos finais e o questionamento ficou mais abrangente.

Não há dúvida. A união faz a força. Quem diria que três pontos de interrogação com reticências pudessem ser tão abangentes?

Acho que preciso de um refresco de café. Até já!

 

 

Sem foto

AlFernandes, 22.05.20

Não tem foto porque não existe.

Estou a falar na teoria do universo paralelo. A ser verdade, confirma o que o meu pai pensava (ou imaginava).

Agora imaginemos também. A teoria é que é um "mundo ao contrário". O nosso direito é o esquerdo desse universo e por aí adiante. Se tudo é ao contrário, este vírus que agora nos assola também deve funcionar ao contário. Então, a população desse universo paralelo ao invés de ser covidizada deve ser descovidizada e em vez mortes há nascimentos. Em vez de  haver mais poluíção há menos e em vez de tanto egoísmo e ganância, deve haver o partilhar e o consumir o suficiente. Em vez de haver tanta maldade, há mais bem.

Se existir realmente, e for tudo ao contrário deve ser fantástico (tirando algumas coisas lógicamente).

Por exemplo, poderá ser um pouco assim: os morecegos podem ser um animal de estimação, as vacas podem por ovos, os gatos bulem e os cães fazem "muuu" e ruminam, enquanto as cabras ladram e os carneiros miam.

Por enquanto não há certezas de nada, mas  bem que podemos por a imaginação a trabalhar e, acho que é um exercício que apela à criatividade.

Agora vou criar um cafézinho dos bons.

Até.

Até o peixinho salta

AlFernandes, 20.05.20

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Ainda a semana passada batia os dentes com vento frio, e agora o calor chegou em força. Até o peixinho Andreia salta no aquário com o calor, para felicidade da Miss D.. Há gatos que passam horas a contemplar os aquários. A D. não. Passa logo à ação. Cada vez que o peixinho passa por ela, lá vai uma tentativa de o agarrar. Por vezes molha a pata, o que acredito ser desconfortável, mas nem por isso desiste. Já o gato da casa, o Rá, gosta de ficar um pouco a olhar até decidir se joga a pata ou não. Por vezes tenta usar a técnica "bacalhau de molho", que consiste em beber água até conseguir o que quer. Não sei como é que ainda mantém a elegância sem barriga de água. Devo dizer que nunca conseguiu peixinho ou bacalhau. E enquanto assim for o peixinho Andreia vai continuar alegremente a passear no aquário e nós comemos bacalhau sem intervenção felina.

Por falar em calor. Vou por-me de molho para ver se arrefeço um pouco.

Até.

A praia outra vez

AlFernandes, 19.05.20

A praia

Maio 19, 2020

AlFernandes

Houve um primeiro texto sobre esta praia, no qual me esqueci de referir algumas particularidades interessantes. Para já, está situada em pleno parque natural da Ria Formosa. Depois faltou a sugestão de entrar na praia por via aérea, por exemplo, com um pára pente. Faltou ainda a recomendação de levar protetor solar com um alto índice de proteção UV (no mínimo 50) e dois litros de água por pessoa e um por amigo de quatro patas.

Já agora, se optares fazer como eu, tudo a andar, tens que ter atenção á maré. Baixa mar sempre a meio para ir e, mal começe a enchente, voltar.

Mesmo assim, com tantas condicionantes continuo a querer lá voltar.

Agora vou mais uma vez cafézar. Até!

A praia

AlFernandes, 19.05.20

Esta é a praia que tenho frequentado mais com a minha família nos últimos anos. A foto foi tirada o ano passado em pleno agosto, quem diria? Mas, e onde estão as pessoas? Estão com perguiça. Para ter acesso a esta praia tens quatro opções: ou tens um barco, ou apanhas um táxi marítimo, ou vais a nado, ou como eu, aproveitas a maré vazia. Esta opção é mais económica do que ir de barco e menos cansativa do que ir a nado. Ir a nado não dá muito jeito porque para além do cansaço não se consegue levar lancheira, guarda-sol ou toalhas. Com a maré vazia andas que te fartas com tudo às costas, dentro e fora de água. Mas a recompensa é enorme. Tão enorme quanto o areal.

Aqui, consegue-se do lado da Ria Formosa, apanhar berbigão, ameijoas e ostras. E na costa conquilhas de tamanho considerável. Podemos fazer corridas com rouba-casas, brincar com os caranguejos e observar os peixe-rei e as aves marinhas que por lá andam. Para além disso há espaço para termos uma distância social dos outros banhistas. Dá para estarmos afastados do guarda-sol mais próximo, cem metros ou mais. Maravilhoso!

Espero que este ano o acesso a esta praia (que não divulgo o local) esteja na mesma, porque um sítio destes aqui no Algarve é uma raridade.

Este ano tenho o meu primeiro período de férias em junho e vou lá voltar. Se quiseres podes ir comigo mas, tens de fazer um juramento de não divulgação da localização.

Agora vou cafézar. Até!

 

 

 

Desconfiamento

AlFernandes, 18.05.20

Com a hora do almoço no fim ainda me restam uns minutinhos para escrever. Como sempre, tiro uns valentes minutos da minha hora do almoço para fazer  a "fotossíntese", mesmo em dias nebulados, o que não é o caso de hoje. Está um dia fantástico, mesmo bom para dar uma volta. Então fui passear pela avenida central da nossa cidade. Reparei que da semana passada para esta, as pessoas andam muito mais à vontade, como se o vírus tivesse adormecido.Reparei também que há mais gente na rua do que o habitual nestes últimos tempos e que finalmente há esplanadas com bastantes clientes. Também reparei que na grande maioria a distância de segurança não é respeitada nem pelos clientes nem por quem arrumou a esplanada. Podia fazer aqui uma lista consideravél do que vi e que não está de acordo com as novas regras mas não sou especialista na matéria e muito menos agente da autoridade para por ordem. 

Esta coisa do desconfinamento deixa-me desconfiada. E, se há uma esplanada de que gosto é a minha.

Agora vou trabalhar, até.

Desabafo

AlFernandes, 15.05.20

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Não falo do correio eletrónico. Falo do que chega nas caixas do prédio.

Então é assim: na rua onde moro existe um lote 5 e um bloco 5. Há apenas uma caixa de correio no prédio que não tem os nomes dos residentes no apartamento. Na pressa da distribuíção, nesse andar pode haver confusão com o outro 5.

Antes  desta pandemia, quando havia mudança de carteiro havia também imensa confusão; mas apenas de 6 em 6 meses ou ano ano, apesar de apenas uma das caixas nunca ter tido o nomes dos  residentes. Normalmente, ao fim de 2 semanas deixava de haver erros.

Agora parece só haver distribuíção uma vez por semana e, mesmo assim o profissional de distribuíção não olha - ou não consegue ler -  os nomes nas caixas.

Hoje, abri a caixa do correio e - cabelos em pé -, estava com cerca de 10 cartas. A única que era minha era a do comprovativo do pagamento do condomínio que é administrado por nós, condóminos.

Será que os CTT  aqui em Olhão deveriam começar, a custo zero, proporcionar consultas e descontos grandes para auxiliares de visão aos profissionais responsáveis pela distribuíção?

Eu acho que sim.

Já agora como me posso candidatar ao posto? É que o meu astigmatismo está pior...

Até...vou tentar ler o rótulo do café de moer...

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