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bocadinhosdevida

Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

bocadinhosdevida

Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

A ponte que não é ponte

AlFernandes, 24.06.20

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Acho que este poderá ser um dos muitos infinitos de Olhão, a que o João Lelo se referia outro dia.

Esta estrutura está localizada em pleno parque natural da ria formosa, em Olhão, e já fez parte de uma ponte que provavelmente "desapareceu" por falta de manutenção.

E a culpa não se aponta porque não se deve ou não se sabe de quem será. Espero estar errada mas acho que esta estrura está destinada a ser entulho se entretanto não for recuperada.

Se fosse recuperada era bonito, porque o infinito do horizonte que se avista é fantástico!

 

1988

AlFernandes, 09.06.20

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Aqui estava num dos estúdios da RR (1). Esta foto deve ter sido tirada a um domingo no noticiário das 13 horas, depois da onda marítima e "porlongamento". Nesta imagem não há computadores, leitores de cd's nem nada equivalente. Era tudo analógico. Desde gira-discos, fax - que não se vê -, sem contar com o leitor de K7's duplo- que tambem não se vê-, que nos permitia editar as gravações das entrevistas com o auxílio do técnico de som- que tinha de ter um método cirúrgico no corte da edição. Ao fim de semana ainda tinha de  atualizar  o desporto. Havia noticiários que chegavam a durar mais de 15mn. Tinha que haver muita ginástica respiratória e vocal.

Ao ler, tinha que agarrar e virar as folhas, e quando havia um "registo de som" a entrar, tinha que ser tipo polvo: agarrar e mudar de folha, dar ordem de início e fim de RM, sem nunca perder o nexo do texto, não fosse o técnico de som peder-se. Do lado técnico a ginástica não era diferente. Era dedos e cérebro a trabalhar ao mesmo tempo, enquanto dos dois lados, se tentava manter uma comunicação quase a adivinhar o que o outro nos queria dizer. Nos diretos a comunicação com o técnico era quase como se fosse telepatia.

Tinha que haver horas e horas de trabalho em conjunto, para sair bem, quase sem "artifícios".

Agora é mais fácil. Ou não.

Para quem gosta de comunicar é igual.

Até.

 

 

Natureza

AlFernandes, 09.06.20

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Dizem que as pedras são apenas pedras. Um objeto, sem identidade, sentimentos e relações.

Tirei esta foto numa das nossas caminhadas pelo campo. O que mais me fascinou foi a forma ternurenta como a árvore cresceu "abraçando" a pedra. Note-se que a árvore é um ser vivo mas não lhe é atribuída a capacidade de ter sentimentos. No entanto, eu acho, aqui está uma mensagem da natureza, que nos diz que sabe cuidar muito bem de si. Gostava que os meus netos em 2050 fossem visitar este local e o reconhecessem como uma prova de amor da natureza, para com a natureza.

Até!

C:\del*.*

AlFernandes, 07.06.20

C:\del*.* Era bom que fosse assim. Fosse fácil de apagar os estragos feitos pela humanidade e que põem em risco, não só a continuação da nossa espécie como a da maioria das espécies que habitam o nosso planeta. Nem todas as espécies são tão resistentes como a barata, por exemplo.

Está muito enganado quem acha que a melhor herança é o dinheiro ou bens que o porpocionem. Não tenho nada disso para deixar à minha filha e aos seus descendentes.

Deixo o gosto por comunicar. Deixo uma educação ambiental sustentavél. Deixo o respeito pelo próximo. Deixo a liberdade de ela ser quem quiser. Deixo amor para que ela distribua como entender. E deixo, espero, boas memórias.

Uma boa conta bancária e fontes de rendimento fazem falta, realmente. Mas se não tiveres respeito pelo próximo, se não fores uma pessoa genuína, se não tiveres amor, de que te serve ter bens materiais? Nunca serás respeitada pelo que és, mas sim pelo que tens, e que pode acabar um dia.

O meu pai, o meu irmão e a minha mãe deixaram-me o que consta no terceiro parágrafo. E ainda bem. Não sou rica, mas dou imenso valor à minha herança.

Até.

 

Sete pedras

AlFernandes, 06.06.20

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Eu tenho 7 pedras. Não na mão mas em casa. Trouxe a minha filha. Uma por cada dia da semana que esteve fora, e todas de locais diferentes.

Quando passeava pelo campo vi muitas vezes montinhos de pedras. Sempre pensei que sinalizassem algo.

No dia em que recebi as minhas sete pedras não sabia o que fazer. Então, fui tentando equilibrá-las. Mas estava com falta de equilíbrio. O meu instinto "disse-me" para verbalizar o que me me desequilibrava. Isso iria dar-me equilibrio. E funcionou. Depois de verbalizar o que sentia, parece que as pedras se encaixavam tipo peças de Lego.

Depois disto, equilibro as pedras antes de sair de casa, só para ter a certeza de que "tudo vai correr bem", em vez de ir ver o horóscopo. Desde que o meu gato não as deite abaixo antes ainda de ter o "montinho" feito, tudo bem.

Até.

Sem título

AlFernandes, 06.06.20

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A praia fantástica onde vou muitas vezes é esta.

A mochila contrasta, apesar de "combinar" com as cores ostentadas pela nartureza.

Aqui, dás contigo a pensar no nada.

E é tão bom sentir que não se pensa em nada.

Bem, na verdade pensas. Pensas que não pensas em nada.

E mesmo que penses, não é nada, comparado com a grandeza da natureza que te rodeia.

Quando te vais embora vais mais leve. No entanto não deixaste lá nada. Apenas as pegadas que a subida da maré apaga.

Até.

Felicidade!

AlFernandes, 04.06.20

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Quando esta foto foi tirada estava super feliz.

Corria alegremente, com uma pseudo varinha-mágica na mão (se é que existe), em direção ao Carlos que estava encostado ao Sinca 1100 (um carro amarelo fantástico).

Estávamos na reta final do século XX onde, parece a gora, "tudo aconteceu".

Cresci a ver fazer e a escutar rádio e vivi durante muito tempo numa "bolha radiofónica". Não me arrependo.

Lembro-me da primeira vez que entrei num estúdio de rádio. O silêncio, os fhones enormes, os discos de vinil e os registos em fita magnétca que passavam da reggie para o rádio. A a pré-escuta, o cheiro de tudo, o barulho do telex ligado à LUSA - que só um ouvido treinado ouvia ao longe, ainda antes de entrar nas instalações - , as vozes a preparar a leitura dos textos, o decidir o que se devia cortar para "poupar tempo" e o que devia ficar porque fazia mesmo falta, a escolha da seleção musical, o momento em que se abria o microfone.

A primeira vez que fiquei sózinha em estúdio nunca vou esquecer. Os adultos e mais experientes foram para o exterior acompanhar a festa da rádio (RDP Sul), por dez minutos, e deixaram-me em estúdio, com 2 discos a seguir as instruções do técnico de som que me chegavam pelo intercomunicador. O Marco Paulo cantou nessa festa e eu tinha 10 anos. Não fiz mais do que por o disco a tocar e baixar o potenciómetro quando o técnico dizia. Mas foi muito bom para uma primeira vez.

Quando dei por mim já tinha o meu espaço em rádio. Tive o previlégio de conhecer e trabalhar com excelentes profissionais, conhecer pessoas fantásticas e sobretudo, fazer o que gostava.

Agora que não estou em rádio há algum tempo estou em pulgas para, em conjunto com o meu fantástico técnico de som, companheiro de sempre, montar o estúdio e poder tornar audíveis (nem que seja só para nós) todos os projetos que temos em papel. Há imensa criatividade à solta aqui em casa, e eu tenho saudades da minha "bolha".

Até!