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bocadinhosdevida

Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

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Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

A rosa

AlFernandes, 05.08.20

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No dia a seguir a esta foto, fui tentar tirar uma melhor. Mas a rosa já lá não estava nem o pequenino botão que um dia iria ter o esplendor da que vemos desabrochada.

Era tão bom passar em frente da sede dos Leões de Olhão e ficar a olhar para elas. Quem as levou, para além de ter cometido um crime, revelou egoísmo e falta de respeito pela natureza. Quem as plantou foi de certeza para que ali ficassem, junto dos leões, a dar-lhes cor e bom cheirinho.

E o que se passou com as rosinhas passa-se com quase tudo o que é belo. Alguém usurpa para proveito próprio, a menos que esteja em exposição e protegido com sistemas de alta segurança, como as grandes obras de arte feitas pelos humanos. Mesmo assim há sempre quem as tente levar.

A beleza é efémera. Dura o que dura (até nos humanos).

A maior parte dos humanos quando a flor murcha deitam-na fora.

A maior parte dos humanos quando envelhecem são "escondidos" e muitas vezes esquecidos e negligenciados. Os humanos esquecem-se que são os mais velhos que lhes proporcionaram a vida que hoje têm e o futuro que vão ter.

Respeitem os idosos e as flores que têm direito a viver com toda a atenção e dignidade que lhes é devida.

Até.

 

 

 

Florbela

AlFernandes, 04.08.20

Aqui escrevo o que me apetece. E hoje apetece-me escrever sobre o cansaço. Não do cansaço físico mas do cansaço psicológico e intelectual. De certeza que não sou a única pessoa a sentir-me assim mas sinto-me como se fosse a única. 

Gostava que esta página fosse uma companhia com quem pudesse conversar, partilhar ideias, ouvir música, partilhar sentimentos, gostos e tudo o que quisesse, sem ter receio da crítica dura e fria. Claro que poderia e deveria haver lugar para a crítica, mas sem deixar mágoas.

Mas como esta página nunca o poderá fazer, vou engolindo as minhas mágoas. 

Florbela Espanca (a minha primeira coleção de poesia), era mestre na arte de escrever sobre o amor. Com ela, partilho agora a sensação de solidão (sem estar só), a tristeza de sentir essa solidão, a saudade de quem ainda está presente, e uma vontade enorme de não continuar. 

Estou cansada de lutar para não ser, e de lutar para ser.

Estou cansada de não conseguir ser.

Até.