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bocadinhosdevida

Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

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Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

As pegadas

AlFernandes, 26.03.20

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As pegadas deixadas na areia quando a maré está vazia, desaparecem quando esta enche. Foi sempre assim. Seja a pegada de quem for. De um humano ou de um animal. E por muito que marquemos os nossos pés na areia molhada, com toda a força que conseguirmos, saltando por exemplo, as marcas desaparecem sempre.

Estas pegadas foram só para ilustrar. Na realidade as pegadas de que queria falar são outras: as pegadas que ficam no coração. Essas nunca desaparecem. E eu tenho tantas. Uma é tua, a outra é dela, outra é dele e tantas outras de tanta gente que se cruzou comigo ao longo destes anos. Há pegadas que ficaram mais marcadas que outras, que por serem subtis quase que não as vejo. E há ainda algumas que desaparecem, porque a maré do nosso coração é o esquecimento.

Há outras pegadas que já não podem ser deixadas. Essas acompanham a minha memória.

Tenho imensas pegadas que teimam em não desaparecer. São aquelas que gostava de esquecer mas não consigo. Fica sempre alguma marca, nem que seja de um dedo mínimo.

Felizmente algumas das mais marcadas são aquelas que continuam a deixar rasto, acompanhando-me conforme a vida vai andando.

E por falar em andar vou andando.

Até.