Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

bocadinhosdevida

Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

bocadinhosdevida

Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

O tanque

AlFernandes, 28.03.20

20160727_144147.jpg

Tenho saudades de lavar roupa à mão num tanque. Este que está na foto é uma versão em ponto pequeno do tanque que a minha mãe tem em casa. Era o tanque com que eu brincava quando era pequena. A minha mãe lavava no grande e eu no pequeno. E muita roupa era lá lavada. Apesar de desde 1970 que a minha mãe tem máquina de lavar roupa, tenho dúvidas sobre quem mais lavava. Se a mãe ou a máquina. Pensando bem, só as peças grandes é que iam à máquina. A minha bata do colégio era lavada à mão e estava sempre branquinha, branquinha. As nódoas das toalhas, camisas do pai e etc, desapareciam nas mãos da mãe como que por magia. Recordo-me que a roupa com nódoas ficava por vezes ao sol, com sabão e só depois era lavada...e o cheiro! Tão diferente dos detergentes e amaciadores que hoje usamos. Garanto que o cheirinho bom durava, durava, durava.

As casas agora já não têm tanques e também já quase ninguém lava roupa à mão, até porque nos dias que correm não é seguro. Vai tudo a 60º pelo menos, leva com o detergente e amaciador com cheiro a condizer.

De uma coisa tenho a certeza, quando puder mandar construir a minha casa nova, vou fazer questão que tenha um tanque. Mais que não seja para o meu gato preto e a mini gata descansarem ao fresco.

Até.

A surpresa feliz

AlFernandes, 22.03.20

received_1224965174229507.jpeg

 

Teimo em continuar a escrever, até desistir de ser teimosa.

Antes de começar esta coisa do isolamento social eu acho que já o praticava parcialmente. Digo isto porque não sou fácil de aturar, e ao dividir a minha vida entre duas cidades perdi muita gente, que já não encontro. Algumas pessoas porque foram estudar para longe daqui, não voltaram, outras imigraram e outras estiveram-se nas tintas. O que é certo é que nunca mais as vi. Uma coisa é certa, já lá vai o tempo em que gostava de estar no meio de muita gente. Aprendi que conhecer muita gente é bom. Ter amigos também. De preferência que se contem com apenas os dedos de uma mão. São os melhores.

Hoje recebi um telefonema surpresa que adorei. Uma amiga, amiga, de infância, a quem eu por vezes telefonava. Foi muito confortante ouvir a sua voz, recordar as férias na Zambujeira quando éramos pequenas, a primeira vez que bebemos espumante...

Não nos vemos há muito, mas ficou a promessa: Assim que for possível vamo-nos encontrar.

Vou beber café. Até.