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bocadinhosdevida

Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

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Neste espaço escrevo. Escrevo apenas. Escrevo porque gosto desde que me conheço. Quero entreter com uma linguagem simples, partilhando algumas situações do meu dia a dia ou recordações. O que for.

O tanque

AlFernandes, 28.03.20

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Tenho saudades de lavar roupa à mão num tanque. Este que está na foto é uma versão em ponto pequeno do tanque que a minha mãe tem em casa. Era o tanque com que eu brincava quando era pequena. A minha mãe lavava no grande e eu no pequeno. E muita roupa era lá lavada. Apesar de desde 1970 que a minha mãe tem máquina de lavar roupa, tenho dúvidas sobre quem mais lavava. Se a mãe ou a máquina. Pensando bem, só as peças grandes é que iam à máquina. A minha bata do colégio era lavada à mão e estava sempre branquinha, branquinha. As nódoas das toalhas, camisas do pai e etc, desapareciam nas mãos da mãe como que por magia. Recordo-me que a roupa com nódoas ficava por vezes ao sol, com sabão e só depois era lavada...e o cheiro! Tão diferente dos detergentes e amaciadores que hoje usamos. Garanto que o cheirinho bom durava, durava, durava.

As casas agora já não têm tanques e também já quase ninguém lava roupa à mão, até porque nos dias que correm não é seguro. Vai tudo a 60º pelo menos, leva com o detergente e amaciador com cheiro a condizer.

De uma coisa tenho a certeza, quando puder mandar construir a minha casa nova, vou fazer questão que tenha um tanque. Mais que não seja para o meu gato preto e a mini gata descansarem ao fresco.

Até.

Blargh!!!! Noite de Hollywood

AlFernandes, 21.03.20

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Blargh! Aconteceu mais cedo do que pensava. Ao fim de uma semana de estar na minha casa, a minha mãe acordou e perguntou-me onde estava. Eu disse-lhe. Ela estranhou. Lá se foi ambientando durante a manhã e, por momentos parece que tem quase noção do que se passa.

A minha mãe nasceu em 1932, em outubro. Lembro-me de me contar como a vida quando era jovem era difícil. Ir buscar água à fonte, lavar a roupa à mão, no tanque comunitário, encerar o chão de madeira à mão, costurar a própria roupa e etc. Tantas dificuldades passou, mas sem obstáculos, sempre com saúde.

Do alto dos seus oitenta e muitos anos, dorme agora uma soneca.

Mas foi noite de hollywood cá em casa. Não por termos visto muitos filmes, mas porque foi um filme. A mini gata continua com o cio, não se deixou apanhar para uma molhadela...resultado dormimos todos muito mal. O gato castrado lá lhe dá umas dentadinhas, mas a mini gata acha que não chega. Mas neste rés do chão a contar de cima, não há mais gatos. Acho que neste prédio nem há mais gatos.

A minha filha ouve Doors, na esperança que se abra alguma para tudo isto. Será?

Até.